Mostra científica

3ª Mostra Científica e de Ação Social do MUR

Fé e Razão: Ferramentas para a Reconstrução

Data limite para envio dos trabalhos estendida: 15/07/2010

Introdução

Uma coisa, porém, faço: esquecendo o que fica para trás, lanço-me a frente. Lanço-me em direção a meta, para conquistar o prêmio que, do alto, Deus me chama a receber, no Cristo Jesus. (Fl 3,14)

A pesquisa científica é movida por novos e crescentes desafios, sendo, no entanto incapaz de responder às perguntas fundamentais do ser humano: Donde venho? Para onde vou? Qual o sentido do universo, do homem? (Aquino, 2004)(1). A Fé associada à ciência, confere a mesma os critérios éticos e morais para sua conduta e aplicação dos conhecimentos para o bem da humanidade, e não contra ela. A ciência, por sua vez, confere a fé luz para que esta não caia no fideísmo e no fundamentalismo (Aquino, op. cit). Desta forma, a experiência da fé como dom Divino infundido no homem gera no mesmo o reconhecimento da grandeza de Deus e de tudo por Ele criado: Sim, naturalmente vãos foram todos os homens que ignoraram a Deus e que, partindo dos Bens visíveis, não foram capazes de conhecer Aquele que é (Sab 13,1a).

A célebre encíclica Fides et Ratio (Fé e Razão) (2), publicada em 14/09/1998, mostra com propriedade que a Revelação Divina leva o homem a encontrar a Verdade através da intelectualidade, reafirmando a valorização da Ciência pela Igreja Católica e salientando a condição limitante da razão diante da Verdade em plenitude. O Catecismo da Igreja Católica (3) afirma que é ilusório reivindicar a neutralidade moral da pesquisa científica e consequentemente de suas aplicações.

Neste contexto, “A esperança que a mensagem cristã traz não é informativa, mas performativa”. Estas palavras do Papa Bento XVI em sua encíclica Spe salvi (Salvos na Esperança) (4) retratam de maneira sintética o que os cristãos são chamados a ser. A expressão “performativa” denota uma postura proativa diante da realidade. Assim, o cristão, é desafiado a ser no mundo como a alma é no corpo (Lumen Gentium)(5) providenciando as transformações necessárias mediante o clamor da sociedade.

O Ministério Universidades Renovadas vive atualmente a moção dada por Deus para toda a Renovação Carismática Católica: “Por Tua Palavra, reconstruiremos as muralhas”. A reconstrução exige a visão da meta a ser alcançada: a Civilização do Amor. Reconstruir as muralhas dos nossos grupos de oração universitários e dos grupos de partilha de profissionais como ponto de partida para reconstrução da tão sonhada Civilização do Amor, exige uma atitude performativa e expectante.

Dentre as principais atividades previstas no Encontro Nacional do Ministério Universidades Renovadas (MUR), registra-se a geração de um espaço para a partilha do conhecimento científico produzido por seus membros: a III Mostra Científica e de Ação Social do Ministério Universidades Renovadas.

(1)Aquino, F. 2004. Ciência e Fé em harmonia. 4 edição. 304p

(2)João Paulo II, Papa, Carta encíclica Fides et Ratio, 1998,www.vatican.va/edocs/POR0064/_INDEX.HTM

(3)Catecismo da Igreja Católica, § 2294. 1998. Editora Ave-Maria. 8ª edição. 934p.

(5) Bento XVI, Papa, Carta encíclica Spe salvi, 2007, 61p.

(6)PAULO VI, Papa, Constituição dogmática Lumen Gentium, 1964

1. OBJETIVOS

Os objetivos da III mostra Científica e de Ação Social do MUR serão:

- Divulgar os trabalhos desenvolvidos por estudantes de graduação, pós graduação e profissionais do Ministério Universidades Renovadas como conseqüência da experiência mística e inserção nas realidades temporais, e de outros membros da Igreja Católica, bem como de demais interessados.

- Reconhecer e conceder menção honrosa aos trabalhos apresentados, dentro dos critérios estabelecidos

- Incentivar o intercâmbio de informações científicas entre profissionais e pesquisadores do Ministério Universidades Renovadas, Renovação Carismática Católica e Igreja.

- Gerar intercâmbio de informações que subsidiem a discussão sobre os critérios éticos e morais aplicados na condução das pesquisas científicas.

- Incrementar a produção científica.

- Avaliar e gerar debates sobre o nível das produções científicas dos pesquisadores inscritos e membros do MUR.

2. PÚBLICO-ALVO

Estudantes de Graduação, Pós-graduação e profissionais, engajados nos GOUs, GPPs Grupos de Oração e demais movimentos Católicos.

3. METODOLOGIA

Os resumos submetidos serão avaliados pelos revisores das respectivas áreas segundo os critérios estabelecidos em edital. Os dois melhores trabalhos de cada área serão selecionados para apresentação oral. Estes serão escolhidos pelos revisores das áreas respectivas.

4. COMISSÃO ORGANIZADORA

Sanclayver Corrêa Araújo – Organizador

Luciana Gomes Barbosa – Presidente

Vergilio Prado Sogabe – Membro

Gleice Ribeiro Orasmo – Membro

5. COMITÊ DE PROGRAMA

Dr Marcelo Melo Barroso – (MUR-RO) – Doutor em Engenharia Hidráulica e Saneamento

Dra. Ana Beatriz Abreu Santa Marinha – (MUR-RJ) – Doutora em Ciência e Tecnologia de Polímeros

Dr. Manoel Roberval Santos – (MUR-PA) – Doutor em Física

Dra. Gleice Ribeiro Orasmo – (MUR-PI) – Doutora em Agronomia

Dra Luciana Gomes Barbosa – (MUR-PB) – Doutora em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre

Dr. Aderson Zottis – USP – (MUR-SP) – Doutor em Biofísica molecular

Dra. Carla Aparecida de Urzedo Fortunato Queiroz – (MUR-SP) – Doutora em Educação Especial

6.CERTIFICAÇÃO

Os certificados serão emitidos para:

- Comissão Organizadora

- Comitê de Programa e Revisores convidados

- Apresentações na forma de pôsteres.

- Apresentações na forma Oral.

7.PRÊMIO Dra. ZILDA ARNS: O CONHECIMENTO A SERVIÇO DA CONSTRUÇÃO DA NOVA CIVILIZAÇÃO

(…) Sabemos que a força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de

Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas.”Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade. — Trechos do último e indelével discurso de Zilda Arns.

Fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns foi três vezes indicada ao Prêmio Nobel da Paz. A inspiração para a Pastoral nasceu em 1982, depois de um membro das Nações Unidas incumbir, o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, de promover a redução da mortalidade infantil no país por meio da ação da Igreja Católica (1). O sonho da médica transcendeu o tempo, a própria morte! Permaneceu. Obras e Sonhos que nascem do Coração de Deus apresentam esta característica, são perenes.

A Igreja, que nasce do mistério da redenção na Cruz de Cristo, deve procurar encontrar-se com o homem, de modo especial, na estrada do seu sofrimento. Nesse encontro, o homem “torna-se o caminho da Igreja”, sendo este um dos caminhos mais importantes. Ora, o homem que sofre é caminho da Igreja, por ser, antes de mais, caminho do próprio Cristo, o bom Samaritano que « não passa adiante, mas se compadece, aproxima-se … liga-lhe as feridas … e cuida dele » (Lc 10, 32-34) (Carta apostólica Salvifici doloris) (2).

Para que o homem se encontre e torne-se o caminho da Igreja, alguns homens inspirados pelo Encontro com o Cristo e com o Mistério de Sua redenção sonham e realizam. Vivem e transmitem as Marcas deixadas pela Experiência com o Amor de Deus. No programa messiânico de Cristo, que é ao mesmo tempo o programa do reino de Deus, o sofrimento está presente no mundo para desencadear o amor, para fazer nascer obras de amor para com o próximo, para transformar toda a civilização humana na civilização do amor (Carta apostólica Salvifici doloris) (2).

“Sempre percebia que elas tinham filhos doentes porque erravam. Quando se inicia algo que vai ao encontro de uma necessidade, a perspectiva de sucesso é maior. E isso não tem fronteiras” ( Zilda Arns) (2) Atualmente, estima-se que cerca de 2 milhões de crianças e mais de 80 mil gestantes sejam acompanhadas mensalmente em ações básicas de saúde e nutrição dentre outras atividades pela Pastoral da Criança. Na Carta apostólica Salvifici doloris (2) o Papa João Paulo II destacou: “Juntamente com Maria, Mãe de Cristo, que estava de pé junto da Cruz, detemo-nos ao lado de todas as cruzes do homem de hoje”. A exemplo da vida e Sonho da Dra Zilda Arns, sejamos a Carta indelével e perene que a humanidade necessidade ler.

(1) http://noticias.uol.com.br/especiais/reportagens. Acessado em 29/04/2010.

(2)João Paulo II, Papa, Carta apostólica Salvifici doloris, 1984,www.vatican.va/edocs/POR0064/_INDEX.HTM

Dessa forma, o Ministério Universidades Renovadas deseja com este prêmio, reconhecer o trabalho que melhor representa o ideal da construção da Civilização do Amor por nós sonhada.

8.CRONOGRAMA:

INSCRIÇÕES ENCERRADAS!!!!

OBRIGADO POR PARTICIPAR DA 3ª MOSTRA CIENTÍFICA E DE AÇÃO SOCIAL!

Clique aqui para baixar o Edital da Mostra Científica ENUR 2010

© 2010 ENUR 2010. All rights reserved.