Programação ENUR 2010

Uma das grandes novidades do Enur 2010 é a união dos dois maiores encontros do Ministério Universidades Renovadas da Renovação Carismática Católica do Brasil: o Encontro Nacional de Universitários Católicos Carismáticos – Enucc e Encontro Nacional de Profissional – ENP.

Como universitários e profissionais apesar de terem o mesmo sonho: o de renovar o mundo a partir das universidades vivem etapas diferentes de suas vidas, a coordenação nacional do MUR rezou, estudou, analisou as possibilidades e optou por reunir num mesmo encontro esses dois públicos.

Por isso, o Enur foi programado para reunir profissionais e estudantes durante os momentos de oração, missas e debates das mesas temáticas e com momentos separados para trabalhar as questões específicas, detalhes da vida acadêmica com os estudantes no Enucc e os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais exigente no ENP.

Confira aqui o cronograma resumido em pdf do ENUR 2010 ou a programação detalhada abaixo:

Dia 03/09 (sexta-feira)
14:00h Recepção caravanas
20:00h Missa de abertura – ENUR (Pe.Romualdo – Reitor da UCB)
21:30h Encaminhamento para alojamentos
Dia 04/09(sábado)
07:00h Café da manhã
07:30h Oração do terço
08:00h Oração da manhã
09:00h Pregação ENUR – “Sonho de Deus para o mundo”
10:00h Intervalo
10:45h Adoração
11:45h Teatro
11:50h Eu Amo a RCC – Apresentação do Projeto da Sede Nacional
12:30h Intervalo – almoço
ENUCC (ginásio) ENP (auditório)
14:00h Oração da tarde Oração da tarde
14:30h Workshop – 1ª parte Pregação 1– ENP
16:00h Intervalo Intervalo
16:30h Workshop – 2ª parte Partilha / Projeto Crianças
18:00h Intervalo – jantar
19:10h Santa Missa
21:00h Encaminhamento para alojamentos
Dia 05/09(domingo)
07:00h Café da manhã
07:30h Oração do terço
ENUCC (ginásio) ENP (auditório)
08:00h Oração da manhã Oração da manhã
08:45h Pregação 1 – ENUCC Pregação 2 – ENP
09:50h Intervalo Intervalo
10:30h Animação Animação
10:50h Pregação 2 – ENUCC Partilha(participantes e não part. De GPP)
12:00h Intervalo – almoço
13:30h Mesas Temáticas – ENUR – parte 1
15:30h Intervalo
15:45h Mesas Temáticas – ENUR – parte 2
17:00h Intervalo
17:15h Eu Amo a RCC – Apresentação Escritório Nacional
17:45h Santa Missa – D. Eduardo Benes
19:00h Intervalo – jantar
20:00h Noite Cultural
21:30h Encaminhamento para alojamentos
Dia 06/09 (segunda)
07:00h Café da manhã
07:30h Oração do terço
ENUCC (ginásio) ENP (auditório)
08:00h Oração da manhã Oração da manhã
08:30h Pregação 3 – ENUCC Pregação 3 – ENP
10:10h Intervalo
10:30h Animação
10:45h Pregação 04 – ENUCC Intervalo
11:00h Ação Social e Encontro de Áreas
12:00h Intervalo – almoço
13:30h Mesas Temáticas – ENUR – parte 3
16:30h Intervalo
17:00h Santa Missa – D. Valério
18:30h Intervalo – jantar
19:30h III Mostra Científica, de Ação Social e Evangelizadora
21:30h Encaminhamento para alojamentos
Dia 07/09(terça)
07:00h Café da manhã
07:30h Oração do terço
08:00h Oração da manhã
08:45h Pregação síntese – ENUR
10:30h Intervalo
11:00h Santa Missa – Pe. Bernardo (Orientador Espiritual do MUR-BR)
12:30h

Resumo Workshops

WS1) Universidades Renovadas – Do sonho a realidade

O objetivo deste WS é levar os participantes do ENUR que ainda não conhecem a estrutura e organização do MUR a se familiarizarem com nossa história e de como estamos integrados na Igreja e nas universidades.  Propomos  motivar esses estudantes a participarem de um GOU e de nossas atividades dentro das dioceses nas quais eles pertençam, fazendo com que o sonho chegue a esses corações e a todas as IES do país.

Público alvo – Universitários e encontristas que não participam de GOU, que estão, pela primeira vez, em contato com um evento do MUR

Pregadores: Luciana / MUR – AP e Darlan / MUR – ES

WS2) GOUs – Promovendo milagres na universidade

O objetivo deste WS é abordar a estrutura, dinâmica e ligação dos GOUs com a RCC,  enfatizar a espiritualidade e funções dos membros dos núcleos e o preparo das reuniões, com destaque para a espiritualidade individual dos membros do núcleo. Enfocar em outras atividades que o GOU pode realizar ao longo dos períodos, como Ruah, por exemplo.

Público alvo – Coordenadores e núcleos dos GOUs

Pregadores: Vitor / MUR – PR e Lorena / MUR – PA

WS3) Missão do coordenador e equipes diocesanas: do pastoreio a formação social

O objetivo deste WS é abordar os aspectos da formação de lideranças, planejamento de atividades nas dioceses e principalmente o pastoreio e a comunhão com a RCC. O workshop também se propõe a tirar dúvidas dos coordenadores diocesanos e suas equipes quanto ao envolvimento do MUR em atividades sociais e acadêmicas em parceria com as universidades, bem como em atividades do movimento.

Público alvo – Coordenadores diocesanos e seus núcleos

Pregadores: Felippe Nery/ MUR-BR, Marcos Volcan (Presidente do Conselho Nacional da RCC Brasil)

WS 4)  Práticas Espirituais – Caminhos para nos aproximar de Deus

O objetivo deste Ws é incentivar a prática da Lectio Divina e demais práticas espirituais entre os membros do Ministério Universidades Renovadas, fazendo uma breve fundamentação e expondo, na prática, como tais práticas devem ocorrer em nosso meio.

Público Alvo – Membros do MUR que já participaram do WS 1

Pregador: Luis César: RCC/PR

WS 5)  A Comunicação como ferramenta de evangelização

O Objetivo desse WS é estimular estudantes de comunicação engajados dentro dos GOUs e demais pessoas que atuem na área de comunicação em suas dioceses a colaborar com estratégias comunicacionais e de divulgação dentro desses grupos e em eventos promovido pelo Ministério Universidades Renovadas, além de apresentar a Rede Nacional de Comunicadores da RCC, que está em fase de criação pela Renovação Carismática Católica e partilhar de ações desenvolvidas nas dioceses para divulgação dos GOUs e demais ações do MUR.

Facilitares: Lucia Volcan (coordenadora de Comunicação da RCC Brasil) e Sheily Noleto (Jornalista)

Mesas temáticas

1. O EVANGELHO DA VIDA

“Se a procura do desenvolvimento pede um número cada vez maior de técnicos, exige cada vez mais sábios, capazes de reflexão profunda, em busca de humanismo novo, que permita ao homem moderno o encontro de si mesmo, assumindo os valores superiores do amor, da amizade, da oração e da contemplação. Assim poderá realizar-se em plenitude o verdadeiro desenvolvimento, que é, para todos e para cada um, a passagem de condições menos humanas a condições mais humanas” Populorum Progressio, n. 20, Paulo VI (grifos nossos).

“A melhor forma de respeitar a natureza é promover uma ecologia humana aberta à transcendência que, respeitando a pessoa e a família, os ambientes e as cidades, segue a indicação paulina de recapitular as coisas em Cristo e de louvar com Ele ao Pai (cf. 1 Cor 3,21-23). O Senhor entregou o mundo para todos, para os das gerações presentes e futuras. O destino universal dos bens exige a solidariedade com a geração presente e as futuras. Visto que os recursos são cada vez mais limitados, seu uso deve estar regulado segundo um princípio de justiça distributiva, respeitando o desenvolvimento sustentável” DA, 126 (grifos nossos).

Nesta mesa, buscar-se-á refletir sobre o valor absoluto da pessoa humana e as questões fundamentais a este respeito presentes na atualidade, de modo especial: o desenvolvimento sustentável. Há dois aspectos a serem ressaltados: o desenvolvimento científico-tecnológico e econômico e sua relação com o meio ambiente e a necessidade de adotarmos novos estilos de vida, “inspirados na sobriedade, na temperança, na autodisciplina, no plano pessoal e social” (Compêndio, 486).

Facilitador: Hugo Alexandre Soares Guedes (Engenheiro Civil – UFJF; Mestre – UFV e Doutorando em recursos hídricos e ambientais – UFV)

Referências:

Populorum Progressio n. 20

Centesimus Annus n. 38 -40 (Ecologia Humana).

Compendio da Doutrina Social da Igreja n. 451-487

Documento de Aparecida n. 83, 125, 126, 470-475

http://cristianismoyecologia.blogspot.com/2009/11/la-ecologia-en-la-centisimus-annus-1991.html

2. O EVANGELHO DA FAMÍLIA

“À luz destes e doutros textos do Novo Testamento, é possível compreender o que se entende por «civilização do amor», e por que a família está organicamente unida com tal civilização. Se a primeira «via da Igreja» é a família, importa acrescentar que também a civilização do amor é «via da Igreja», que caminha no mundo e chama a seguir por tal via as famílias e as outras instituições sociais, nacionais e internacionais, precisamente por causa das famílias e através das famílias. A família depende realmente e por diversos motivos da civilização do amor, onde encontra as razões do seu ser família. E, ao mesmo tempo, a família é o centro e o coração da civilização do amor” (Carta às Famílias, 13, grifos nossos).

“Visto que a família é o valor mais querido por nossos povos, cremos que se deve assumir a preocupação por ela como um dos eixos transversais de toda ação evangelizadora da Igreja. Em toda diocese se requer uma pastoral familiar “intensa e vigorosa” para proclamar o evangelho da família, promover a cultura da vida e trabalhar para que os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados” (DA, 435).

A família é a célula-base da sociedade e santuário da vida, contudo sofre sérias ameaças, desde uma visão distorcida do que é o amor conjugal à tendência das uniões de fato e ao divórcio. O que podemos fazer para constituirmos famílias unidas e fortes, que dialoguem e vivam em harmonia, desde o namoro? Quais os maiores desafios enfrentados pelas pessoas no tocante à afetividade e sexualidade? Quais as estruturas que a RCC e a Igreja oferecem para a proteção e valorização da família? Elas estão sendo eficazes?

Facilitador: Roberta de Lima Castro Morais (médica – UFES,  ginecologista e obstetra  – residência na UFES, HUCAM, ultrassonografista, especialista em terapia familiar e de casal. Missionária na Comunidade Água Viva.

Referências:

João Paulo II. Carta às Famílias

Compendio da Doutrina Social da Igreja n. 129-153

Documento de Aparecida n. 114-119, 431-469

3. O EVANGELHO DO TRABALHO

“Louvamos a Deus porque na beleza da criação, que é obra de suas mãos, resplandece o sentido do trabalho como participação de sua tarefa criadora e como serviço aos irmãos e irmãs. Jesus, o carpinteiro (cf. Mc 6,3), dignificou o trabalho e o trabalhador e recorda que o trabalho não é um mero apêndice da vida, mas que “constitui uma dimensão fundamental da existência do homem na terra”, pela qual o homem e a mulher se realizam como seres humanos. O trabalho garante a dignidade e a liberdade do homem, e é provavelmente “a chave essencial de toda ‘a questão social’” Damos graças a Deus porque sua palavra nos ensina que, apesar do cansaço que muitas vezes acompanha o trabalho, o cristão sabe que este, unido à oração, serve não só para o progresso terreno, mas também para a santificação pessoal e a construção do Reino de Deus. O desemprego, a injusta remuneração pelo trabalho e o viver sem querer trabalhar são contrários ao desígnio de Deus. O discípulo e o missionário, respondendo a este desígnio, promovem a dignidade do trabalhador e do trabalho, o justo reconhecimento de seus direitos e de seus deveres, desenvolvem a cultura do trabalho e denunciam toda injustiça. A guarda do domingo, como dia de descanso, da família e do culto ao Senhor, garante o equilíbrio entre trabalho e repouso. Cabe à comunidade criar estruturas que ofereçam um trabalho ás pessoas portadoras de deficiência, segundo suas possibilidades.  Louvamos a Deus pelos talentos, pelo estudo e pela decisão de homens e mulheres para iniciar empreendimentos geradores de trabalho e produção, que elevam a condição humana e o bem-estar da sociedade. A atividade empresarial é boa e necessária quando respeita a dignidade do trabalhador, o cuidado do meio-ambiente e se ordena o bem comum. Perverte-se ao visar só o lucro, atenta contra os direitos dos trabalhadores e a justiça” (DA, 120-122 – grifos nossos).

O trabalho é um aspecto fundamental da vida humana, revela a criatividade pessoal e é expressão de solidariedade. As relações trabalhistas tem sofrido grandes transformações, a partir das revoluções tecnológicas. Muitos estão desempregados, sub-empregados ou encontram dificuldades para encontrar emprego e satisfazer todas as exigências do mercado. Nas empresas, muitas vezes o lucro é colocado acima do valor das pessoas. Os sindicatos sofrem uma crise de legitimidade e se fala em flexibilização dos direitos dos trabalhadores. Quais seriam as alternativas para promover a empregabilidade e equilibrar as relações entre capital e trabalho, construindo uma sociedade justa e promovendo o bem comum?

Dado amplitude do tema proposto o primeiro passo poderia ser discutir ações de conscientização a respeito da dignidade do trabalho e do trabalhador. Valorização do trabalhador independente da profissão. Promover as organizações representativas, para que haja um incremento de adesão e participação atuante nas ações “classistas”.

Facilitador: Dra Lenise Garcia

Referências:

João Paulo II. O trabalho humano.

Compendio da Doutrina Social da Igreja n. 255-322

Documento de Aparecida n. 120-122

Sem trabalho, por quê?

4. O EVANGELHO NA ACADEMIA

“Perante o progresso de uma cultura que aparece divorciada não só da fé cristã, mas até dos próprios valores humanos, bem como perante uma certa cultura científica e tecnológica incapaz de dar resposta à premente procura de verdade, de bem que arde no coração dos homens, a Igreja tem plena consciência da urgência pastoral de se dar à cultura uma atenção toda especial. Por isso, a Igreja pede aos leigos que estejam presentes, em nome da coragem e da criatividade intelectual, nos lugares privilegiados da cultura, como são o mundo da escola e da universidade, os ambientes de investigação científica e técnica, os lugares de criação artística e de reflexão humanística.” Christifidelis Laici n 44, João Paulo II.

“A realidade atual de nosso continente manifesta que existe uma notável ausência no âmbito político, comunicativo e universitário, de vozes e iniciativas de líderes católicos de forte personalidade e de vocação abnegada que sejam coerentes com suas convicções éticas e religiosas” (DA, 502)

Nossa fé tem se tornado cultura ou estamos sendo absorvidos por uma cultura atéia, laicista, consumista, egoísta, corrupta e hedonista? O que é e como fazer surgir a Cultura de Pentecostes, a única capaz de fecundar a Civilização do amor, segundo João Paulo II? Qual é o papel daqueles que atuam no ambiente acadêmico? Por que e para que o Senhor está permitindo tantos Mestres e Doutores em nossas academias, membros do MUR? Estes Mestres e Doutores estão retornando para a Academia repletos do Espírito Santo? Por que e para que estamos retornando à Academia? Que tipo de conhecimento científico estamos produzindo, como RCC, nas Academias do Brasil? Que tipos de pesquisas temos feito e com que finalidade?

Facilitadores: Ms.Sandra Neto(Atualmente é Assistente I da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, mestre em Matemática pela Universidade de Brasília – UNB, participou também do ENUR 2008) e Prof. Francisco Borba (Coordenador de projetos do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, centro interdisciplinar de estudos sobre a relação entre o magistério da Igreja e os temas culturais e políticos da atualidade. Sociólogo e biólogo, foi durante mais de 20 anos professor e pesquisador na área de Sociedade e Meio Ambiente, Ecologia de Comunidades e Ecologia de Ecossistemas Aquáticos. Atualmente, atua nas áreas de Sociedade e Cultura, Bioética e Doutrina Social da Igreja).

Referências:

Conselho Pontifício da Cultura. Para uma pastoral da cultura.

Presença da Igreja na Universidade e na Cultura Universitária

Documento de Aparecida n. 476-546

5. O EVANGELHO DA CARIDADE

“Tal princípio é iluminado pelo primado da caridade «sinal distintivo dos discípulos de Cristo (cf. Jo 13, 35)». Jesus «nos ensina que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o mandamento novo do amor» (cf. Mt 22, 40; Jo 15,12; Col 3,14; Tg 2,8). O comportamento da pessoa é plenamente humano quando nasce do amor, manifesta o amor, e é ordenado ao amor. Esta verdade vale também no âmbito social: é necessário que os cristãos sejam testemunhas profundamente convictos e saibam mostrar, com a sua vida, como o amor seja a única força (cf. 1 Cor 12,31-14,1) que pode guiar à perfeição pessoal e social e mover a história rumo ao bem”. Compendio n. 580, grifos nossos

“(…), o dever imediato de trabalhar por uma ordem justa na sociedade é próprio dos fiéis leigos. Estes, como cidadãos do Estado, são chamados a participar pessoalmente na vida pública. Não podem, pois, abdicar « da múltipla e variada ação econômica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover orgânica e institucionalmente o bem comum ». Por conseguinte, é missão dos fiéis leigos configurar retamente a vida social, respeitando a sua legítima autonomia e cooperando, segundo a respectiva competência e sob própria responsabilidade, com os outros cidadãos. Embora as manifestações específicas da caridade eclesial nunca possam confundir-se com a atividade do Estado, no entanto a verdade é que a caridade deve animar a existência inteira dos fiéis leigos e, conseqüentemente, também a sua atividade política vivida como « caridade social ». Deus é amor, n. 33, Bento XVI, grifos nossos

“Essa missão evangelizadora abraça com o amor de Deus a todos e especialmente aos pobres e aos que sofrem. Por isso, não pode se separar da solidariedade com os necessitados e de sua promoção humana integral: “Mas se as pessoas encontradas estão em uma situação de pobreza – diz-nos ainda o Papa – é necessário ajuda-las, como faziam as primeiras comunidades cristãs, praticando a solidariedade, para que se sintam amadas de verdade. O povo pobre das periferias urbanas ou do campo necessitam sentir a proximidade da Igreja, seja no socorro de suas necessidades mais urgentes, como também na defesa de seus direitos e na promoção de uma sociedade fundamentada na justiça e na paz.”. DA, 550

O amor é o valor e a expressão maior da Civilização que queremos construir, do nosso sonho. Mas como vivemos o amor no cotidiano? Somos indiferentes aos irmãos que sofrem? Acostumamo-nos com as desigualdades e privilégios existentes? Ou somos os primeiros a querer privilégios? Amamos somente os amáveis? Como colocar em pratica o amor que é mandamento de Jesus, como pessoa, como comunidade, na sociedade? As estruturas em que vivemos estimulam a solidariedade ou a exclusão, a indiferença, o ódio e a divisão? Lutamos por justiça social, onde todos tenham oportunidades ou nossa mentalidade é a de cada um por si e Deus por todos? Como unir forças para construirmos um mundo novo e vivermos relações diferentes? O que a política e a ação social têm a ver com a caridade?

Facilitador: Renato Lopes (Fundador da Aban -  Associação Beneficente Amigos do Noivo em  Juiz de Fora/MG)

Referências:

Bento XVI. Deus é amor.

Bento XVI. Caridade na verdade.

Compendio da Doutrina Social da Igreja n. 20-59.580-583

Documento de Aparecida n. 391-430.534-546.

6.  O EVANGELHO DA MISSÃO

“A vida se acrescenta dando-a e se enfraquece no isolamento e na comodidade. De fato, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam na missão de comunicar vida aos demais. O Evangelho nos ajuda a descobrir que um cuidado enfermo da própria vida depõe contra a qualidade humana e cristã dessa mesma vida. Vive-se muito melhor quando temos liberdade interior para dá-la a todos: “Quem aprecia sua vida terrena, a perderá” (Jo 12,25). Aqui descobrimos outra lei profunda da realidade: “que a vida se alcança e amadurece à medida que se a entrega para dar vida aos outros”. Isso é, definitivamente, a missão. Assumimos o compromisso de uma grande missão em todo o continente, que nos exigirá aprofundar e enriquecer todas as razões e motivações que permitam converter a cada cristão em um discípulo missionário. Necessitamos desenvolver a dimensão missionária da vida de Cristo. A Igreja necessita de uma forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do continente. Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso, é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um atrativo testemunho de unidade “para que o mundo creia” (Jo 17,21). A força deste anúncio de vida será fecundo se o fazemos da forma adequada, com as atitudes do Mestre, tendo sempre a Eucaristia como fonte e alvo de toda atividade missionária. Invocamos o Espírito Santo para poder dar um testemunho de proximidade que entranha proximidade afetuosa, escuta, humildade, solidariedade, compaixão, diálogo, reconciliação, compromisso com a justiça social e capacidade de compartilhar, como Jesus fez. Ele continua convocando, continua oferecendo incessantemente uma vida digna e plena para todos. Nós somos agora, na América Latina, seus discípulos e discípulas, chamados a navegar mar adentro para uma pesca abundante. Trata-se de sair de nossa consciência isolada e de nos lançarmos com ousadia e confiança à missão de toda a Igreja” (DA, 360.362-363).

“Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente de tarefas as mais variadas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização. A sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial, esse é o papel específico dos Pastores, mas sim, o pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo. O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos “mass media” e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento. Quanto mais leigos houver impregnados do Evangelho, responsáveis em relação a tais realidades e comprometidos claramente nas mesmas, competentes para as promover e conscientes de que é necessário fazer desabrochar a sua capacidade cristã muitas vezes escondida e asfixiada, tanto mais essas realidades, sem nada perder ou sacrificar do próprio coeficiente humano, mas patenteando uma dimensão transcendente para o além, não raro desconhecida, se virão a encontrar ao serviço da edificação do reino de Deus e, por conseguinte, da salvação em Jesus Cristo”Anúncio do Evangelho, n. 70, Paulo VI

Todos somos missionários e recebemos a ordem de Jesus de sermos e fazermos discípulos. A Igreja da América Latina quer estar em permanente estado de missão e promover uma missão continental. Na RCC, temos projetos como o Jesus no Litoral, o Ruah e a Missão Marajó, além das missões que estão nos sendo confiadas no exterior. Como criar em nós uma sensibilidade missionária? Nossos GOUs e GPPs têm sido missionários na sua realidade? Vivemos só para o nosso grupo ou queremos que mais e mais pessoas conheçam Jesus e a vida plena que Ele nos dá? Queremos mais grupos em nossa diocese e fora dela? Quais as atividades missionárias que realizamos: Ruah, Experiências de Oração, cartazes, panfletos, calouradas cristãs? Que estratégias usamos para não só chamar à fé, mas fazer com que as pessoas cresçam e amadureçam como discípulos e missionários? O projeto Amazônia pode ser uma grande expressão de ação social e evangelizadora do MUR, temos consciência dessa realidade, estamos dispostos a por a mão na massa? Muitos membros do MUR têm ido estudar no exterior, têm exercido sua vocação missionária?

Facilitadores sugeridos: Marcio Zolim (coordenador do Ministério Jovem da RCC)

Referências:

Paulo VI. O anúncio do Evangelho.

Compendio da Doutrina Social da Igreja n. 523-524.541.549-550

Documento de Aparecida n. 129-153.347-379.

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